Pular para o conteúdo principal

Minhas Vontades

Quando era criança tinha sede de aprender. Queria saber tudo e meu passatempo era procurar curiosidades sobre qualquer coisa. Havia uma lista de habilidades que queria aprender simplesmente por que sim. 

Com o tempo fui perdendo esse desejo, não consigo precisar o momento, mas creio que na adolescência já tinha a mentalidade de "pra que aprender se não vai me acrescentar em nada?". E por acrescentar falo é claro de ganhar dinheiro. Hoje me questiono como a mentalidade centrada no dinheiro pôde podar um desejo tão ardente.

Não que eu não goste de dinheiro, gosto e muito, ( Inclusive preciso contar das minhas aventuras no mundo de fazer dinheiro pela internet) mas sempre achei que a realização pessoal estava acima disso. Então cá estou eu beirando os 30 e com vários anseios pendentes. 

Porém, nunca fui uma pessoa de grandes iniciativas, essa é a verdade. Minha mãe diria que a culpa é da família do meu pai, família sem propósito. Ela até tem razão, aquele tipo de razão que você não fala em voz alta pois pode derrubar ainda mais a pessoa já caída. Mas fazer troça do meu pai é um bom passatempo (e não de todo imerecido).  

Então cá estou eu reclamando que quero aprender violão (quero mesmo?) enquanto olho a linha de tricô que comprei há 3 meses e não aprendi nem um ponto e penso em como comprar um jogo de aquarelas para começas a pintar mesmo não tendo nenhuma habilidade com artes.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apresentação

 Olá,  Me chamo Caroline Alves e criei este blog com o único intuito de desabafar. É isso. Nessa época de pandemia a ansiedade tomou conta de muitos e eu fui uma delas.Se quiser compartilhar seus desabafos aqui, fiquem a vontade.

Experiência Profissional

Uma das coisas que sempre quis aprender foi a língua Inglesa. Com 9 anos entrei num curso famosinho, mas saí depois de 6 meses. Aos 13 entrei num outro curso e lá aprendi a língua. Passados 5 anos, a dona do curso me chamou para dar aulas lá com ela, no início como uma forma de manter contato com a língua e depois com uma remuneração pífia. Aceitei feliz da vida, afinal amava a língua e o lugar. Com o tempo minhas responsabilidades foram aumentando, a remuneração nem tanto, mas ficava pois aqui emprego é difícil.  Resolvi então entrar na faculdade de Letras. Estou lá até hoje (e com a pandemia não sei até quando rsrsrs). A questão é que, com a faculdade, começaram meus questionamentos sobre os métodos de ensino do lugar. Percebi que havia muitos problemas que ignorava pois o método tinha dado certo para mim. Percebi tarde pois aí já havíamos perdido muitos aluno e o pior, estávamos formando alunos que não dominavam as competências mais básicas da língua.  E aqui entra minha bu...